ADVERTÊNCIA:

Quaisquer semelhanças entre as situações e personagens descritos a seguir com fatos reais NÃO são mera coincidência. Esta história foi originalmente produzida em preto & branco.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os filhos de Orion Salvadori

Tive duas mulheres, com elas tive um filho e uma filha.
Enquanto Blair com cenas pré concebidas e planejadas, me iludia dizendo que me amava, oferecia a morte em bandejas de prata. Tathy me mostrava a luz e dava a vida na palma da mão. 
Blair era uma espécie de ninfa/Fedra em sensualidade. E a Tathy, uma pequenina e doce Ariadne/Vampira. A primeira queria acabar comigo me enforcando com cordas de seda de ilusões; a segunda sempre me deu longos fios do amor, e esses fios era o que me salvava do labirinto. As duas diziam me amar... Mas a primeira me queria como um objeto de diversão pra brincar (boi), e a segunda, me queria como um Deus Indiano, para adorar, amar e venerar (Minotauro). Com qual das duas escolhi?
Blair queria perdas e danos; Tathy me tirava do abismo.
Blair significava incertezas, instabilidade.
Mas Tathy quer dizer vida!

Durou muito esse nosso delicioso triângulo de vertigens sem nexo. E foi só quando chegamos ao pico é que tive de optar com certeza de um homem. Porque, da Blair, eu tinha que deixa-la, e me salvar correndo, para enfim poder viver. E de Tathy, eu só queria ter belíssimas lembranças, perdão e uma chance, e nao tive. Mas a minha prioridade maior, vai além disso tudo, ambas também precisavam salvar-se de mim.
Então, saltei pro céu, fugi para minha constelação...De cabeça, no coração da Vida. E levei meus dois guias (meus filhos)

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Blog personalizado por: Orion Salvadori